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HISTÓRIA

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A história de cada lugar é formada a partir de fragmentos importantes que modelam a identidade local. São objetos antigos, personalidades, costumes e acontecimentos marcantes, lembrados e recontados por gerações. No Brejo paraibano, os municípios deixam perenes os motivos da construção de sua existência, em casas, museus e memoriais, apresentam o que possuem de mais significativo no retrato de suas memórias.

Conheça alguns dos atrativos históricos espalhados pelo Brejo da Paraíba por meio de uma viagem ao tempo agradável e surpreendente. O poeta filho de Sapé, ganhou para sua eterna lembrança, no ano de 2006, o Memorial Augusto do Anjos, onde há visitações de mais de 1000 pessoas por mês. Os grupos que visitam o espaço são acompanhados por guias, conhecem de perto os pertences de Augusto e da família, a capela onde foi batizado e o pé de tamarindo, onde Augusto sentava à sua sombra para inspirar-se em muitos de seus poemas, acompanhados do soar das folhas da árvore.

Em Guarabira, o Memorial Frei Damião conserva as raízes religiosas consideradas fortes para a população. Na Serra da Jurema, o espaço é composto de recordações por meio de fotografias, objetos pessoais e detalhes da vida e missas celebradas por Frei Damião na região Nordeste, e principalmente, pelo Brejo. A estátua de 32 metros do Frei pode ser vista de longe, assim sendo, a maior atração do Memorial. Do centro de Guarabira até o memorial, são 1.800 metros, e no caminho, da base à estátua, são 15 estações de via sacra num total de 62 estátuas em tamanho natural, feitas de concreto pelo artista Benjamim Carlos dos Santos onde retratam a peregrinação de Jesus até a crucificação. Da base ao topo são 32 metros de altura e pesa 750 toneladas. A cabeça tem 3 metros de largura por 4 metros de altura. A estátua está a 350 metros de altitude o que proporciona uma vista total da cidade de Guarabira. Desde a inauguração do Memorial, em 2004, 371.618 pessoas assinaram o livro de presença. São romeiros e visitantes de vários lugares do planeta. Todos os domingos acontecem Missas às 8h e 10h30 e por isso são os dias de maior movimentação.

Em Duas Estradas, a estação reformada é patrimônio tombado pelo Iphaep (Instituto do Patrimônio Histórico e Geográfico da Paraíba). Um dos grandes patrimônios materiais e históricos da cidade. Depois de algum tempo inativa e sem passar por revitalização estrutural, obteve completa reforma, e assim, pode ser visitada como atrativo da cidade.

Subindo um pouco mais a serra, visite e conheça a histórica Igreja do Cruzeiro de Roma, a qual foi erguida no século passado e está bem conservada desde então. Roma é um distrito de Bananeiras e do alto dos 500 metros, onde é localizado o cruzeiro, é possível avistar cidades vizinhas. Juntamente com a arquitetura da igreja, a Porta Santa construída nos anos 2000, marca presença na composição do atrativo e nas fotos dos viajantes. Dele é possível avistar a estátua de Frei Damião.

Um outro ambiente que traz em si o saber e a compreensão de identidade é o museu que reúne coleções de objetos históricos, memórias exclusivas de pessoas e lugares, influenciando ao conhecimento os seus visitantes. O Museu Municipal de Borborema passou a existir em 2009 no local em que antes funcionava o armazém da Great Westnay of Brazil Company, o centro da cidade. Nele está exposto cerca de 90 peças que retratam o município, entre réplicas de pontos turísticos e registros em fotografias, repassando a história de Borborema a quem frequenta o museu.

Em Areia, a Casa Pedro Américo traz réplicas das obras do pintor e escritor paraibano. Sendo natural de Areia, ganhou como forma de eternizar sua memória um espaço na cidade, para mostrar sua pinturas e esboços feitos pelo artista, quando ainda era criança e adolescente. Também em Areia, o Casarão José Rufino traz a lembrança dos tempos de escravidão, por ser reconhecida como a única senzala urbana da Paraíba. O ambiente leva o visitante a reviver em pensamento a experiência da escravatura, como espaços entre a casa grande e a senzala.

Outra personalidade que marcou por sua trajetória, em relação a sua cidade, está localizado em Alagoa Grande. O cantor e instrumentista conhecido como Rei do Ritmo, tem sua história artística e pessoal remontada no Memorial Jackson do Pandeiro. Foi em 2008 que o local abriu as portas para conterrâneos e visitantes, interessados em descobrir mais sobre Jackson e sobre o José Gomes, seu nome original. Com discos, imagens e documentário de sua vida, o Memorial prolonga a história do ritmista representante de Alagoa Grande. Em Alagoa Grande também é possível conhecer a trajetória de luta da sindicalista Margarida Maria Alves. Sua história é preservada na casa onde funciona o museu e onde ela morou até o dia de sua execução, tornando-se em 2001 o museu Casa Margarida Maria Alves. Em exposição, há instrumentos simbolizando os trabalhadores rurais, utensílios domésticos, fotografias e jornais que noticiaram a sua morte devido ao seu empenho à causa trabalhista, tornando-se símbolo da luta pelos direitos dos trabalhadores rurais.

Atrativos históricos não faltam pelo Brejo paraibano, cada lugar desempenha um papel de reviver a lembrança do passado, objetivando perpetuar o conhecimento e fazer com que a história se torne eterna e seu povo não perca suas raízes.